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Biografia

Abel Salazar, nascido em Guimarães em 1889, é um caso singular no panorama cultural português e uma das personalidades mais prestigiadas da I República.

Em 1915 expôs pintura e desenho na seminal Exposição dos Humoristas e Modernistas no Jardim Passos Manuel, no Porto e doutorou-se na Faculdade de Medicina do Porto, com o “Ensaio de Psicologia Filosófica” ao qual o júri atribuiu a classificação máxima. Foi um dos principais fundadores da escola Portuguesa de Histologia com Marck Athias e Augusto Celestino da Costa. Segundo Manuel Valente Alves, são herdeiros desta escola, “algumas das mais importantes instituições e unidades de investigação biomédicas criadas em Portugal a partir da segunda metade do séc. XX”
Em 1919, já professor da cadeira de Histologia na Faculdade de Medicina do Porto, é nomeado Diretor do Instituto de Histologia e Embriologia.

Em 1923 Abel Salazar descreve pela primeira vez o método de coloração celular tanoférrico, por si inventado, e em 1932 revela uma formação celular nova, o aparelho Paragolgi, que descobriu através da utilização do referido método.

Abel Salazar e outros professores universitários, como Aurélio Quintanilha, Rodrigues Lapa, Norton de Matos ou Costa Amaral, são expulsos do funcionalismo público em 1936. Impedido de frequentar a Faculdade de Medicina e de viajar, dedica-se mais intensamente à publicação e divulgação de textos sobre temáticas sociais, políticas, filosóficas e literárias, e à prática artística: pintura, gravura e cobres martelados.

Em 1937 é convidado pelo Comité Nobel a propor um candidato para a atribuição do Prémio Nobel de Medicina e Fisiologia de 1938.

Em 1941, por iniciativa do então Ministro da Educação Mário de Figueiredo, Abel Salazar é reintegrado na Universidade, no laboratório da Faculdade de Farmácia do Porto. Sob o patrocínio do Instituto para a Alta Cultura, cria o Centro de Estudos Microscópicos, onde, com a colaboração da sua assistente, a Dra. Adelaide Estrada, desenvolve ou orienta cerca de 50 trabalhos, alguns dos quais de grande e imediata repercussão dentro e fora do país.

Morre em 1946 com 57 anos
                         
   


Auto-Retrato, 1926
óleo sobre madeira
40,5 x 30,5 cm
UP-CMAS-000172

   
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