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Cronologia

1889 - A 19 de Julho nasce Abel Salazar no Hotel do Toural, em Guimarães.

 

1900 - Ingressa no Seminário-Liceu de Guimarães, tendo por condiscípulo o futuro Cardeal Cerejeira.

 

1903 - O jovem Abel, depois de deixar Guimarães, matricula-se no Liceu Central do Porto (S. Bento da Vitória), concluindo o 7º ano em 1906/7.

 

1909 - Ingressa na Escola Médico-Cirúrgica, depois Faculdade de Medicina do Porto.

 

1913 - Abel Salazar alcança o lugar de 2º assistente provisório de Anatomia Patológica.

Esteve em Berlim.

 

1914 - Sai um Decreto-Leia de 2 de Maio onde é nomeado 2º Assistente provisório de Anatomia Patológica.

 

1915 - Abel Salazar termina o curso com classificação máxima, publicando a respectiva dissertação, intitulada “Ensaio de Psicologia Filosófica, e mais um pequeno opúsculo intitulado “O Limiar da Ínsula, sua génese embriológica e filogénica.”

É nomeado primeiro assistente provisório de clínica.

 

1916 - Abel Salazar concorre e ganha uma vaga em Histologia posta a concurso, passando à condição de professor contratado.    

 

1917 - É nomeado professor extraordinário de Histologia e Embriologia.

 

1918 - Abel Salazar é elevado à condição de professor ordinário.

       

1919 - Recebe o grau de Doutor e passa a dirigir o Instituto de Histologia e Embriologia, nele concebendo e realizando notáveis trabalhos de investigação, iniciando novos métodos de técnica histológica, nomeadamente, o método tano-férrico, que tomou o seu nome à escala universal. A recém criada Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia elege-o para a respectiva direcção.

 

1921 – Abel Salazar casa com Zélia Barros.

 

1922 - Em Janeiro o Conselho Escolar elege-o para a Comissão Disciplinar da Faculdade.

 

1923 - Representa a Faculdade de Medicina do Porto num Congresso de Anatomistas, realizado em Lyon.

 

1926 - Abel Salazar sucumbe a um esgotamento renunciando assim, temporariamente, ao magistério universitário. Representa a Faculdade de Medicina do Porto no Congresso de Anatomistas em Liége e compra em Paris uma prensa.

 

1928 - É internado na Casa de Saúde de S. João de Deus, em Barcelos, aí vivendo até 1931.

 

1932 - Abel Salazar desenvolve grande actividade associativa e pedagógica ligada à juventude, regendo, por exemplo, um Curso de Filosofia de Arte, que durou até 1933, nas Associação Profissional dos Estudantes de Medicina do Porto e de Lisboa, Centro Académico Republicano de Coimbra, etc.

Ainda neste ano representa a Faculdade de Medicina do Porto no Congresso de Anatomistas em Nancy.

 

1933 - Abel Salazar publica “A Socialização da Ciência”, em separata do seminário académico “Liberdade”, mais “A Função Social das Universidades”, entrando em conflito com os catedráticos de Coimbra, por via da célebre petição que estes dirigiram ao Ministro da Instrução, pedindo aumento de salários e redução de horário, como prerrogativa natural das suas funções ou classe.

Entra em polémica com Costa Brochado. Filia-se na Maçonaria, ingressando numa das lojas do Grande Oriente Lusitano (“Lux et Vita”, da cidade do Porto).

 

1934 - Parte para Paris tornando-se colaborador do anatomista Prof. Champy. Aí milita em favor da “Union Rationalisté” e na “Internationale des Travailleurs de l’Ensignement”, subscrevendo manifestos contra a ditadura portuguesa.

Em Julho Abel Salazar regressa ao Porto, e termina o Curso de Filosofia da Arte na Faculdade de Ciências do Porto.

 

1935 - Publicação do Decreto-Lei nº 25.317, a estabelecer que “os funcionários públicos, civis ou militares, que tenham revelado ou revelem espírito de oposição aos princípios fundamentais da Constituição Política, ou não dêem garantia de cooperar na realização dos fins superiores do Estado, serão aposentados ou reformados, se a isso tiverem direito, ou demitidos em caso contrário…” Ao abrigo deste decreto foram expulsos, entre outros, 35 docentes, nomeadamente, Aurélio Quintanilha, Manuel Rodrigues Lapa, Sílvio Lima, Norton de Matos, Jaime Carvalhão Duarte, e Abel Salazar, a quem de seguida é recusada a entrada no edifício da Faculdade, na sua biblioteca, a pretexto de exercer influência deletéria sobre a mocidade universitária.

Por escasso tempo, Abel Salazar vai trabalhar para uma tipografia em Vila Nova de Gaia, a “Lusitana”, na qualidade de desenhador gráfico de cartazes, após o que tenta sair do país, para a Inglaterra, sendo-lhe recusada permissão para tal.

 

1937 - Período de grandes polémicas entre Abel Salazar, António Sérgio e Adolfo Casais Monteiro.    

 

1938 - Publicação de grande profusão de artigos sobre a questão da “Arte pela Arte” e “Arte Social” e outros que depois serão reunidos em “Crise da Europa”. Publica, ainda, “O Bluff António Sérgio” no jornal “Sol Nascente”, n.º 22

Neste mesmo ano há a publicação do “Álbum de Exposição de Abel Salazar”, com textos de Celso, Octávio Sérgio, João Alberto, Castro Sende, etc.

                    

1941 - Morre Adolfo Barroso Pereira Salazar, pai de Abel Salazar. Por sugestão ou influência do Prof. Mário de Figueiredo, é criado o Centro de Estudos Microscópicos na Faculdade de Farmácia do Porto e confiado a Abel Salazar, que assim é reintegrado, sob o patrocínio do Instituto para a Alta Cultura.

   

1942 - Reintegrado na cátedra, estabelece uma parceria científica com o Instituto Português de Oncologia, a convite do seu director, Prof. Francisco Gentil.

 

1945 - Torna-se num militante activo do MUD durante as malogradas eleições deste ano. Por retaliação, o Centro de Estudos Microscópicos deixa de ter verbas para o seu funcionamento, passando a subsistir apenas nominalmente.

         

1946 – A 29 de Dezembro, Abel Salazar morre em casa de sua irmã, Dulce Salazar, após doença prolongada (cancro).

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